D. BENTA E MANUEL NUNES PADRINHOS
Em Balasar
Encontrámos dois
assentos de baptismo balasarenses onde D. Benta ocorre como madrinha:
Benta, filha
legítima de João Manuel de Oliveira e de sua mulher Maria Francisca, da aldeia
de Além, desta freguesia de Santa Eulália de Balasar, nasceu aos vinte e quatro
dias do mês de Outubro do ano de mil setecentos e quarenta e sete e foi
baptizada com minha licença pelo Padre João Baptista, da vila de Barcelos, aos
vinte e nove dias do mesmo mês e ano. Foram padrinhos o mesmo Rev. João
Baptista, da vila de Barcelos, e Benta
Carneira, mulher de Manuel Nunes, do lugar da
Ponte, estando por testemunhas Custódio, filho de José Francisco, de Vila Nova,
João Gonçalves, da Gandra, e Francisco, filho de Manuel da Costa, do Rio, da
freguesia de Macieira. E por assim ser verdade, fiz este termo, que assinei.
Era ut supra.
O Reitor,
António da Silva e Sousa.
Custódio,
solteiro.
João +
Gonçalves.
Francisco (?).
D. Benta deu o
seu nome à afilhada. Não sabemos nada a respeito do celebrante Rev. João
Baptista, da então vila de Barcelos.
Gertrudes, filha
legítima de Manuel da Costa e sua mulher Teresa da Costa, da aldeia de Escariz,
nasceu aos dezassete dias do mês de Setembro do ano de mil setecentos e
cinquenta e um e foi baptizada por mim, António da Silva e Sousa, Reitor desta
Igreja de Santa Eulália de Balasar, aos vinte e um dias do mesmo mês e ano. Foram
padrinhos José Gomes de Azevedo, da cidade do Porto, Rua de Órfãos, e Benta Carneira Magriça, mulher de Manuel Nunes,
do lugar da Ponte, estando por testemunhas Luís Gomes, do Lousadelo, Francisco
Domingues, de Gestrins, e João de Sousa, do Telo, todos desta freguesia de
Santa Eulália de Balasar.
E por assim ser
verdade, fiz este termo, que assinei. Era ut
supra.
O Reitor,
António da Silva e Sousa.
Luís + Gomes.
Francisco +
Domingues
João + de Sousa.
Este Manuel da
Costa era natural de São Miguel de Arcos; a esposa, Teresa da Costa, de
Escariz, era filha de mãe solteira. Tinham casado em 18 de Outubro de 1750.
Teresa da Costa provavelmente seria familiar do Pe. João da Costa. Oficiou o
reitor. Nada sabemos das outras pessoas presentes, mas algum conhecimento
deveria haver entre a madrinha e a mãe da baptizada.
Manuel Nunes já
vivia há mais de dez anos em Balasar quando foi aí padrinho pela primeira vez.
O seu compadre chamava-se Manuel Gonçalves era o freguês mais travesso da freguesia
(ver à frente):
Manuel, filho
legítimo de Manuel Gonçalves e de sua mulher, Maria Domingues, da aldeia do
Casal, nasceu aos seis dias do mês de Janeiro do ano de mil setecentos e
cinquenta e foi baptizado por mim, António da Silva e Sousa, reitor desta
Igreja de Santa Eulália de Balasar, aos onze dias do mesmo mês e ano. Foram
padrinhos Manuel Nunes, do lugar da
Ponte, e Ana, filha de Inácio Domingues, do Casal, estando por testemunhas José
Francisco, de Vila Nova, Manuel André, do Casal, e Inácio Domingues, da mesma
aldeia, todos desta freguesia. E, por assim ser verdade, fiz este termo, que
assinei. Era ut supra.
O Reitor,
António da Silva e Sousa.
José +
Francisco.
Manuel + André.
Inácio +
Domingues.
Há-de ver-se que
Manuel Nunes não desprezava a proximidade dos pobres.
Agora um assento
em que o mesmo apadrinhou uma criança do lugar de Vila Nova:
Manuel, filho
legítimo de Manuel Gomes e de sua mulher Mariana Domingues, da aldeia de Vila
Nova, desata freguesia de Santa Eulália de Balasar, neto pela parte paterna de
Manuel Gomes e de sua mulher Maria Domingues, da mesma aldeia de Vila Nova, e
pela materna neto de José Domingues e de sua mulher Maria Jesus, da freguesia
de Santa Eulália de Negreiros, aldeia de Ferreiros, nasceu aos doze dias do mês
de Agosto do ano de mil setecentos e cinquenta e três e foi baptizado por mim
António da Silva e Sousa, Reitor desta mesma Igreja, aos quinze dias do mesmo
mês e ano. Foi seu padrinho Manuel Nunes
Rodrigues, do lugar da Ponte, estando por testemunhas Custódio da Costa e
João Domingues, ambos de Vila Pouca, e Rafael Álvares, do Lousadelo, todos
desta mesma freguesia.
E, por assim ser
verdade, fiz este termo, que assinei. Era ut
supra.
O Reitor,
António da Silva e Sousa.
Custódio + da
Costa.
João +
Domingues.
Rafael +
Álvares.
Presidiu o
reitor; Manuel Nunes sabia assinar, mas não assina. A família da baptizada
parece ser também gente bastante popular.
Este assento de
baptismo contém a mais antiga notícia que possuímos de Manuel Nunes; é de 1738,
de quando foi padrinho duma sobrinha em Vilarinho das Cambas:
Esperança. Aos
onze dias do mês de Fevereiro de mil setecentos e trinta e oito anos, nasceu
Esperança, filha legítima de Manuel Fernandes dos Reis e de Maximiana Rodrigues
Nunes, do lugar da Bouça, desta freguesia. Foi baptizada por mim, Manuel
Ferreira da Cruz, Abade reservatário desta Igreja, por comissão do Rev. José
Freire da Costa, abade actual da dita Igreja, em sua ausência, aos dezasseis
dias do sobredito mês e ano. Foram padrinhos Manuel Rodrigues Nunes, da freguesia de Santa Lucrécia do Louro, irmão
da mãe da baptizada, e Mariana, solteira, filha de Joana de Sousa, viúva, do
lugar de Pombarinho, estando por testemunhas António de Barros e Manuel
Francisco, todos desta freguesia do Salvador de Vilarinho das Cambas, que aqui
assinaram e deram a oferta costumada, que é uma galinha e uma rosca de pão
branco. E por verdade fiz este assento, que assinei. Hoje, dia, era ut supra.
Abade Manuel
Ferreira da Cruz.
De António + de
Barros, testemunha.
De Manuel +
Francisco, testemunha.
Em 1742, Manuel
Nunes foi padrinho doutra sobrinha, filha do irmão Jerónimo, de Santa Eulália
de Arnoso:
Aos vinte e nove
dias do mês de Janeiro do ano de mil setecentos e quarenta e dois, nasceu
Maria, filha legítima de Jerónimo Nunes Rodrigues e Maria Gonçalves, do lugar
de Trás-Arnoso, e se baptizou aos cinco de Fevereiro do mesmo ano na pia
baptismal dessa Igreja e recebeu os Santos Óleos. Foram padrinhos Manuel Nunes Rodrigues, morador na
freguesia de Balasar, e madrinha Maria Fernandes, filha de Domingos Fernandes e
Maria Teresa, da freguesia de São Tiago d’Antas; foram testemunhas Baptista
Barroso, do lugar da Bola, e Manuel Dias, do lugar do Ribeiro, e Paulo Gomes,
do lugar da Igreja, que aqui assinaram. Era ut
supra.
O Vigário, Paulo
da Silva Cabral.
Baptista
Barroso.
Manuel + Dias.
Paulo + Gomes.
Em 1745, Manuel
Nunes surge de novo como padrinho, agora no Louro. A madrinha era da Ribela.
Ocorre pela primeira vez o nome do Pe. Remígio Nunes.
Maria, filha de
Manuel de Sousa. Aos trinta e um dias do mês de Janeiro de mil setecentos e
quarenta e cinco anos, nasceu Maria, filha legítima de Manuel de Sousa de
Oliveira e Helena de Sá de Araújo, do lugar do Louro, desta freguesia de Santa
Lucrécia da Ponte do Louro, e foi por mim, Padre Manuel Coelho, cura desta
Igreja, nela solenemente baptizada aos sete de Fevereiro deste ano. Foram
padrinhos Manuel Nunes Rodrigues, da
freguesia de Balasar, abaixo comigo e três testemunhas assinados, e madrinha
Maria Gomes de Nascimento, mulher de João Gomes (?), desta freguesia do Louro,
do lugar de Ribela, e Frutuoso Carvalho, desta freguesia do Louro, de que fiz
este assento. Dia, mês e ano ut supra.
O Coadjutor,
Manuel Coelho.
Manuel Nunes
Rodrigues.
Frutuoso
Carvalho.
Este assento não
parece ser a versão original já que o Pe. Manuel Coelho terá sido quem copiou
as assinaturas todas.
Depois da morte de Manuel Nunes
Assento de
baptismo do filho mais velho do herdeiro:
José, filho legítimo de Manuel
Carneiro da Grã-Magriço e de D. Maria Josefa Lopes d’Afonseca Correia e Faria,
da Rua Nova desta freguesia de Nossa Senhora da Conceição da vila da Póvoa de
Varzim, neto pela parte paterna de Manuel Nunes Rodrigues e de sua mulher Dona
Benta Carneiro da Grã-Magriço, da freguesia de Santa Eulália de Balasar, e pela
materna neto de João Lopes d’Afonseca e de sua mulher Josefa Maria Correia, da
dita Rua Nova, nasceu aos nove dias do mês de Junho do ano de mil setecentos e
setenta e no dia treze do dito mês de Junho, de minha licença, foi baptizado
solenemente e lhe pôs os Santos Óleos o Reverendo António Correia Pinto, da Rua
Nova desta freguesia; foram padrinhos o Reverendo Baltazar Lopes d’Afonseca, da
freguesia de Santa Marinha de Rio Tinto, e a dita Dona Benta Carneiro da Grã-Magriço. E para constar fiz este
assento, que assinei com o padrinho e baptizante. Era ut supra.
O Pároco da Póvoa de Varzim, o Pe.
Diogo Ferreira
António Correia Pinto
O Pe. Baltazar Lopes d’Afonseca
Agora é um
sobrinho de Guidões:
Benta Joana, filha de António
Carneiro de Sá e de Dona Margarida Antónia Carneiro de Sá, desta freguesia de São
João Baptista de Guidões, neta pela parte paterna de Gabriel José e de Ama
Teresa, da freguesia de Alvarelhos, e pela materna neta de Alexandre Carneiro e
de sua mulher Dona Maria Carneiro, da freguesia de Balasar, do Arcebispado de
Braga, nasceu em dezanove de Fevereiro do ano de mil setecentos e setenta e um e
foi baptizada nesta igreja de Guidões aos vinte sete dias do dito mês por mim,
o cura Manuel Domingues Maia. Foram padrinhos Bento Carneiro, da freguesia de
Alvarelhos, e Dona Benta Carneiro da
Grã-Magriço, da freguesia de Santa Eulália de Balasar, do Arcebispado de
Braga. Foram testemunhas Manuel Carvalho de Matos e seu filho, Luís Carvalho,
desta freguesia de Guidões, que aqui assinarão comigo. E por verdade fiz este
assento no mesmo dia, ano e era ut supra.
O Cura Manuel Domingues Maia
Manuel Carvalho de Matos
Luís + Carvalho.
Assento de
baptismo do filho mais velho de Francisca Violanta:
José, filho legítimo do alferes
Manuel da Silva Reis e de sua mulher Dona Francisca Violanta Carneiro da
Grã-Magriço Sotomaior, da aldeia do Ribeiro desta freguesia de Santa Maria de Alvarelhos,
Comarca da Maia, Bispado do Porto, neto pela parte paterna de João Dias Penido
e de sua mulher Josefa da Silva de Amorim Reis, da dita aldeia e freguesia, e
pela materna de Manuel Nunes Rodrigues e de sua mulher Dona Benta Carneiro da
Grã-Magriço de Sá Sotomaior, da freguesia de Santa Eulália de Balasar, termo de
Barcelos, do Arcebispado de Braga, nasceu aos sete dias do mês de Junho do ano
de mil setecentos e sessenta e sete, pelas oito horas da manhã e foi baptizado
na pia baptismal desta igreja aos catorze dias do dito mês e ano pelo Reverendo
Remígio Nunes Rodrigues, coadjutor da Igreja de Santa Lucrécia do Louro, da
visita do Arcediagado de Vermoim, termo de Barcelos, do Arcebispado de Braga,
de licença minha. Foram padrinhos Caetano da Silva Maia, da aldeia do Crasto,
desta mesma freguesia de Alvarelhos, e Dona
Benta Carneio da Grã-Magriço de Sá Sotomaior, avó do baptizado, da dita freguesia
de Balasar. Foram testemunhas o Capitão Manuel Gonçalves Paço da Maia, desta
mesma freguesia, e o Reverendo Manuel Domingues Maia, desta mesma freguesia. E por
verdade fiz este termo, que assino com o dito padre e testemunhas. Dia, mês,
ano ut supra.
O Reitor António Moreira
Pe. Remígio Nunes Rodrigues
Pe. Manuel Domingues Maia
Manuel Gonçalves Paço da Maia
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